Simplesmente eu!!!
Simplesmente Eu!!!
Olá, me chamo Cris Alves Toledo, tenho 36 quase 37 anos, moro em uma cidade do interior do estado de Rondônia, sou casa a 8 anos, já passei por tantas coisas que nem da pra descrever, mais vou tentar fazer isso por aqui.
Bom então vamos começar neh, rsrsrs.
Sou estressada e ansiosa de nascença, porém na pandemia do covid 19, eu passei por muita coisa que contribuíram para eu chegar onde eu estou.
Mais, para conseguirem entender tudo eu preciso ir um pouco mais longe na minha vida, eu fui criada pela minha mãe e minha avo, no lugar de pai eu tive o privilegio de ter 3 pais maravilhoso, que contribuíram muito pra eu ser quem eu sou, 3 tios maravilhoso que me ensinaram muito, contribuíram pra minha vida em todos os aspectos, emocional, afetivo e no âmbito do caráter.
Porem em agosto de 2021 eu perdi um deles, que me abalou muito, como estávamos no ápice da covid, eu perdi uma etapa do luto, a despedida, esta pessoa e muito importante pra mim, nos meus aniversario ele era sempre a primeira pessoa a me ligar, sempre me fazia chorar muito com a ligação dele, sempre me dizia, o quanto ele se orgulhava de mim, da pessoa que eu me tornei, ou estava me tornando, as minhas melhores lembranças são ao lado dele, ele sempre chegava na mesa, sentava e cruzavas as pernas e tomava um café, me abraçava com tanto amor, que eu me sentia filha mesmo não sendo, sabe aquela pessoa que e amigo, pai, conselheiro, que você sente que pode contar tudo pra ele, e ele sempre vai esta ao seu lado e não vai te abandonar, assim era ele, a pessoa mais maravilhosa que tive o prazer de conhecer, além de sentir saudades que são muitas ainda sinto muito a sua falta. Porem as minhas desventuras não acabaram por ai.
Em janeiro de 2021, as percas continuaram, eu perdi uma tia pro covid 19 também, tia que eu gostava muito, ela era daquelas que sempre da uma indireta direta, rsrsr, mais eu amava muito, do nada ela saia com uns conselhos que sempre te ajudava muito, ate hoje eu não sei de onde ela tirava os conselhos, ou quem contava pra ele que você precisava, mais ela sempre estava lá pra te aconselhar, mesmo sem saber que você precisava ouvir o que ela ti falou.
Em março de 2021, veio mais uma perca, desta vez não pra covid 19, mais sim pra outra doença que muito se ouve falar, o câncer, sabe aquele versículo bíblico que diz assim "Combati o bom combate, guardei a fé, sim, assim foi ele, enfrentou a doença de cabeça erguida, lutou com um sorriso inabalado, mesmo doente me ensinou que tudo de ruim passa, neste dia eu achei que nunca mais eu ia me recuperar desta perca, senti que o meu mundo estava escurecendo, acabando a luz, mais me mantive firme, pois a minha mãe estava mal, sentia que tinha que ser a rocha, não chorar, enfrentar tudo de cabeça erguida, pois ele combateu o bom combate e enfim guardou a fé. Triste, porem me repetia isso todos os minutos, Combati o bom combate.
Ai os meses estavam passando e o ano acabando, por um breve momento eu achei que esta fase de luto tinha acabado, porem a face do luto estava ao meu lado e não sabia. em dezembro de 2021 minha mãe teve um infarto silencioso, daqueles que o coração decidi-o parar de bater, mas como ela não sentiu dor a vida seguiu, no dia 27 de dezembro ela foi pro hospitalizada e diagnosticada com o infarto, ai começou a minha trajetória, ela passou 15 dias na UTI e veio ao óbito, ai eu continuei com os pensamento, eu preciso ser forte, ser a rocha, preciso engolir o choro, preciso ser a pessoa que sempre e forte, a pessoa que teve uma mãe maravilhosa, que enfrentou tudo, que trabalhou de domestica para criar dois filhos, que chegava em casa tarde e cansada, e ainda ia fazer pasteis, bolo ou pão pois no outro dia os filhos tinha que levar algo pra comer na escola, e como não tínhamos dinheiro, ela sempre fazia as coisas pra gente levar, tinha que ser forte, pois ela passava o dia cuidando do filho dos outros enquanto deixava os seus em casa todas as manhas. E com isso, eu engoli o luto, não chorei, pois a cada segundo que passava eu me lembrava da ultima mensagem que mandei que falava exatamente o que ela era, "Cresci vendo minha mãe, superar todos os obstáculos que a vida lhe impunha, ela passou por coisas difíceis que ia dormi exausta e com lagrimas nos olhos, mais ainda acordava todas as manhã com energia para dar o seu melhor, eu só sou forte por que eu fui criada por uma mulher forte". E dentro de mim eu só ouvia isso, eu sou forte, por que fui criada por uma mulher forte, forte, forte.
Isso se repetia na minha cabeça a cada instante, no velório, no enterro, no dia seguinte, e nos outros dias que iam se passando, descobri que o pior do luto e não e a hora que o medico diz que aquele pessoa morreu, não e o velório ou o enterro, e sim quando você vai fazer uma coisa boba e lembra que aquela pessoa não vai poder rir com você.
Com os dias passando eu descobri a ansiedade e as coisas boas que vem com ela, as dores no corpo, a queda de cabelo, os transtornos, a bipolaridade, o estresse do dia a dia, a sensação de eu sou uma bomba relógio nos últimos segundos antes da explosão, a e eu me esqueci os remédios.
Enquanto eu escrevo este texto falando das minhas percas eu sinto que isso me deixa mais leve, sinto que isso me fortalece, talvez se egoísmo, ou insegurança por não saber como finalizar ou por ainda não ter terminado fase do luto, talvez seja só uma maneira de segui em frente, bom eu não sei, não sei se um dia eu vou consegui superar, mais de uma coisa eu sei, vou seguindo uma dia de cada vez, um dia medicada, um dia surtada, mais um dia de cada vez.
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